quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Para Ana Bolena
Minha amante e minha amiga, eu e o meu coração ambos nos rendemos às vossas mãos e suplicamos ser recomendados à vossa boa vontade, e que pela ausência, a vossa afeição não diminua por nós, pois tal só aumentava a nossa dor, o que seria uma grande pena, uma vez que a ausência é suficiente, e maior do que alguma vez a poderia sentir. Isto traz à minha mente um facto de astronomia, que é, quando mais afastados estão os pólos do sol, apesar disso, mais abrasador é o calor. Assim é o nosso amor; a ausência distancia-nos, contudo o fervor aumenta – pelo menos da minha parte. Espero o mesmo de si, assegurando-lhe que no meu caso a angústia a ausência é tão grande que seria intolerável se não fosse a firme esperança que tenho na vossa indissolúvel afeição em relação a mim. (…)
Pela mão do vosso criado e amigo, H.R “       


 " Cartas de amor de grandes homens", Editora Bertrand

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